Meditação

Meditar não é ‘pensar em nada’

Montagem de Rodrigo meditando no templo
Escrito com carinho por rodrigocsilveira

Quando eu comecei a meditar e perceber o turbilhão de pensamentos que habitava minha mente, eu quase fiquei louco. Literalmente.

Sim, eu já sabia que a meditação exigiria alguma determinação e constância, que levaria tempo até que eu me acostumasse com a prática e alcançasse alguns bons resultados, mas ainda assim foi algo estarrecedor. Uma descoberta e quase um ‘susto’ na verdade: não consigo conter meus pensamentos! 😱

Confiar em todos os relatos e histórias de vidas transformadas pela prática da meditação não foi suficiente para que eu me tornasse um meditante assíduo. Foi preciso mais, muito mais: uma experiência própria… algumas tentativas, desistências, reencontros, uns pousos arremetidos e pronto, enfim eu incluí a meditação nas minhas atividades cotidianas. 🙌

Claro que eu ainda gostaria de dedicar mais tempo a isso, mas já considero uma vitória que eu consiga meditar regularmente.

 DICA DE LEITURA
Se você também quer trazer a meditação para o seu dia a dia, mas tem dificuldade em manter a constância da prática, leia este artigo: 6 passos simples para começar a meditar ainda hoje (e sempre!).

Durante esse período de tentativas, encontrei muita gente que, assim como eu, buscava respostas sobre como aprender a meditar. Quando estamos começando é absolutamente comum que surjam dúvidas das mais variadas – sobre posturas, técnicas, adereços, músicas para meditação, tudo – e o melhor remédio para elas é, sem dúvidas, o estudo e a prática.

“Quando estamos começando é absolutamente comum que surjam dúvidas das mais variadas – sobre posturas, técnicas, adereços, músicas para meditação, tudo

Depois de algum tempo, percebi que há uma ‘dúvida-mestra’ para quem está descobrindo a meditação agora, e ela se traduz na seguinte expressão: “não consigo esvaziar a mente, como faço para pensar em nada?”🤦‍

Você não precisa “pensar em nada”, não precisa “esvaziar a mente”, talvez esses sejam os maiores pré-conceitos que criamos sobre a meditação. Outra grande confusão é alimentar a ideia de que meditamos para ir a outro lugar, para estar distante. Ao contrário, meditamos para estar presentes, em sintonia com a realidade, em harmonia com interior e exterior.

Portanto, se você está se perguntado sobre o que fazer com relação aos milhões de pensamentos que inundam sua mente toda vez que você se senta para meditar, fique tranquilo!, você pode simplesmente observá-los, sem interrompê-los, sem criticá-los, sem desejar que eles sumam.

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Com o tempo (e com a prática), as coisas dentro de você vão se acalmar, seus pensamentos vão fluir de forma mais harmoniosa e pacífica, e tudo ficará mais claro. Entretanto, mesmo os meditadores mais experientes que conheço relatam que ainda há uma torrente de ideias e pensamentos a influenciar suas mentes. Em alguns dias mais, em outros menos. Tudo bem.

Fico muito feliz que eu tenha mantido minha força de vontade e empenho em aprender a meditar. Alguns anos mais tarde, a meditação se tornou a prática espiritual mais influente da minha vida. Ela me ajudou a combater uma vida de ansiedades e impulsos, e me colocou em sintonia com o meu coração para, finalmente, encontrar a paz. (Bonito isso, né? rs)

 

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