Saúde e Equilibrio

Pensamentos positivos fazem bem ao coração

Mulher saudável: pensar positivo faz bem ao coração
Escrito com carinho por rodrigocsilveira

As pessoas que têm perspectivas otimistas sobre a vida têm uma saúde cardiovascular significativamente melhor. É o que sugere o novo estudo da Universidade de Illinois, que analisou a associação entre otimismo e saúde do coração em mais de 5.100 adultos.

“Os indivíduos com os níveis mais elevados de otimismo têm o dobro de probabilidades de atingir a saúde cardiovascular ideal quando comparados a seus homólogos mais pessimistas “, relata Rosalba Hernandez, principal autor da pesquisa.

A descoberta reforça o senso comum de que o pensamento positivo é uma opção mais próspera do que a lamentação, trazendo um viés científico à defesa da conduta otimista.

A pesquisa, publicada na edição de janeiro/fevereiro de 2015 da Health Behavior and Policy Review mostrou que as pessoas otimistas apresentam melhores níveis de colesterol e de açúcar no sangue, e que ao abordarem a vida de uma maneira positiva, são mais ativas fisicamente, com índice de massa corporal mais saudável e menos propensas a fumar.

O cardiologista e coordenador do Núcleo de Apoio à Pesquisa Cardiovascular do Einstein (NAPEC), Dr. Marcelo Katz, reforça a relação entre a adoção de hábitos saudáveis pelos otimistas e os resultados positivos ligados à saúde cardiovascular.

“Como grande parte do risco de desenvolver doenças do coração está intimamente relacionado ao comportamento e hábitos de vida (atividade física, adoção de dieta saudável, cessação de tabagismo), este fato justificaria a menor incidência de problemas.”

Outra possibilidade envolve os mecanismos biológicos, explica o cardiologista, já que “uma das teorias biológicas é de que indivíduos otimistas tendem a ter menor inflamação crônica, e menor ativação do sistema nervoso simpático – dois dos mecanismos associados a maior taxa de eventos cardiovasculares desfavoráveis.”

Doutor Marcelo Katz cardiologista do Albert Einstein

Dr. Marcelo Katz cardiologista do hospital Albert Einstein (à dir.)

O estudo adotou as mesmas métricas utilizadas pela American Heart Association para definir a saúde cardiovascular dos participantes, avaliando sete critérios: pressão arterial, índice de massa corporal, níveis de glicose no plasma em jejum e colesterol sérico, ingestão alimentar, atividade física e uso de tabaco.

Os participantes, com idade entre 45 e 84 anos, também responderam a pesquisas sobre sua saúde mental, níveis de otimismo e saúde física.

Otimismo e medicina

O artigo publicado pelo hospital Albert Einstein, endossando os resultados da pesquisa, define o otimismo como sendo ‘a tendência em acreditar que expectativas e objetivos futuros serão alcançados’.

No contexto médico, o otimismo pode ser associado à disciplina de cardiologia comportamental, uma nova fronteira de atuação que engloba o estudo da associação entre saúde mental e cardiovascular, fatores de risco psicossociais (estresse, renda, trabalho, relações familiares), a incidência de doenças cardiovasculares e o estudo do comportamento humano e dos mecanismos que regem a aderência por parte dos pacientes às recomendações médicas e de profissionais de saúde em geral.

“Na literatura médica, diversos estudos têm demonstrado a associação entre otimismo e a saúde do coração”, afirma o Dr. Katz. De maneira geral o otimismo, quando comparado ao pessimismo, está associado a menores taxas de infarto, menor mortalidade por causas cardíacas e melhores resultados em cirurgia de revascularização miocárdica ou procedimentos como angioplastia.

“Otimismo associa-se à saúde mental e comportamento, com reflexos diretos sobre o coração. Nesse caso, o conselho antigo ‘pense positivo’ é cada vez mais importante e atual”, completa o Dr. Katz.

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